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Nossa São Paulo

Propostas para acabar com o abandono do esporte

Sabe quantas quadras, campos de futebol e clubes existem na cidade de São Paulo? Não? Você não está sozinho. Não há indicadores consolidados sobre a quantidade de equipamentos esportivos, nem sobre o acesso e a qualidade do atendimento. “Como administrar o que a gente não conhece?”, questiona Ana Moser, ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei e coordenadora do Instituto Esporte e Educação. Organizar dados e sistematizá-los é a primeira proposta do Grupo de Trabalho de Esporte, no Fórum Nossa São Paulo.

Todas as informações sobre os locais destinados a atividades físicas na capital estão divididas entre a Secretaria Municipal dos Esportes (Seme), as subprefeituras e as secretarias municipal e estadual de Educação, que têm dados sobre os espaços das escolas. “A única maneira de mudar isso é fazer um mutirão, para checar a existência dos lugares”, acredita Ana.

Para se ter uma idéia do descaso com o esporte, enquanto política pública, o principal compromisso da Seme com a organização de eventos. “Durante anos, o trabalho esteve voltado para a Fórmula 1″, lembra Ana. Pensando em reestruturar a política e os investimentos na área, as novas propostas do GT pretendem incluir outras dimensões importantes do esporte. “Quando dizemos ‘esporte para todos’ não significa que queremos que a população seja só espectadora. Queremos todos os benefícios que a vivência das práticas físicas traz para as pessoas”, explica a ex-jogadora.

Ricardo Silvestre Micheli, um dos responsáveis pela programação do SESC Consolação e participante do GT, avalia que as atividades físicas são essenciais para a promoção da saúde, a interação entre pessoas diferentes, o fortalecimento da comunidade e até para a redução nos índices de criminalidade.

Frentes de trabalho
“A idéia é favorecer a prática de todo tipo de atividade física, para todas as idades e interesses”, resume Ricardo, comentando a divisão que costuma-se pensar entre esportes de competição – de alto-rendimento, como os disputados nas olimpíadas – e os jogos cooperativos. “Há espaço para tudo e não é porque alguém não vai jogar na seleção de futebol que precisa parar de praticar o esporte”.

Ana diz que, em geral no Brasil, vamos nos extremos: ou investimos em competições de elite ou em jogos informais. “Existem várias etapas intermediárias a serem preenchidas. As competições comunitárias e regionais estruturadas são interessantes, porque todos têm o direito de jogar com pessoas do mesmo nível, competindo, que é a diversão do jogo”, comenta.

As propostas do GT estão divididas em quatro eixos. Dois deles se referem à sistematização dos dados sobre esporte na cidade e à organização de redes sociais locais de esporte (parceria entre o poder público e os movimentos, as ONGs, escolas ou qualquer outro grupo).

Outro eixo fala sobre a estruturação de políticas públicas, com investimento em espaços, ampliação de vagas e construção coletiva de um Plano Municipal do Esporte, que explicite quais os esportes a sociedade precisa conhecer e praticar e de que maneira isso será oferecido. Por fim, há uma proposta de maior participação das pessoas da área da educação física, esporte e atividade física nas políticas educacionais e de saúde.

Felipe Queiróz Alves, convidado pelo Projeto Viração e Aprendiz Comgás, diz que a falta de lugares para o esporte e melhor formação para praticá-los é sentida por todos, não só pela juventude: “Queremos jogar beisebol, críquete e muitas outras modalidades. Queremos que as pessoas com deficiência participem também. Queremos uma outra São Paulo”.

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Comentários

  • 4 de janeiro de 2009 - Deny O.W.Cavalcante em Um brasileiro na Guiana Francesa: Esqueci de anexar meu email. keny.oliveira@gmail.com
  • 4 de janeiro de 2009 - Deny O.W.Cavalcante em Um brasileiro na Guiana Francesa: Por favor, gostaria de trabalhar na Guiana Francesa, tenho curso na área de mecanica diesel e também na área de vendas técnica. Posso trabalhar também na área de hotelaria. Alguém sabe por onde devo começar? Gostaria de ir de forma legal. Obrigado
  • 4 de janeiro de 2009 - Fábio Fly em Um brasileiro na Guiana Francesa: Meus emails são flymayer@hotmail.com e flymayer@yahoo.com.br Obrigado