// você está lendo...

Amazônia

Biopirataria: muitos problemas, nenhuma definição

Biopirataria: muitos problemas, nenhuma definição

Por Juliana Belda e Mariana Felippe

Atualmente, a biopirataria tem sido muito discutida em diversos setores da sociedade. O assunto é tão complexo, que não conseguimos tirar conclusões, mesmo depois de conversar com dois representantes de instituições que lidam diretamente com o tema na Amazônia. Ontem (23), em Belém, visitamos o Museu Paraense Emilio Goeldi, que realiza pesquisas sobre a região em quatro áreas de conhecimento: Ciências Humanas, Ciências da Terra, Geologia e Botânica.

Lá, conversamos com a diretora do local, Ima Célia Guimarães Vieira, que - quase em um desabafo - falou sobre as dificuldades que os pesquisadores brasileiros têm enfrentado para realizar seus estudos no país. Ela afirma que a Lei de Acesso aos Recursos Biológicos está cerceando e desestimulando pesquisas na Amazônia, devido à grande burocracia para a obtenção das licenças necessárias para coleta e transporte de material.

“Tenho certeza de uma coisa, pesquisador, brasileiro ou estrangeiro, não é biopirata”. A pesquisadora acrescenta que a diminuição das pesquisas será extremamente prejudicial à sobrevivência da Amazônia, já que a maior parte da sua biodiversidade ainda é desconhecida, e não sendo catalogada, não há como ser preservada.

Para ela, o governo deveria estar mais atento à comercialização do material biológico por países estrangeiros em vez de se preocupar com a base das pesquisas. Ela cita o exemplo do Tambaqui, peixe amazônico, que tem hoje a China como seu maior produtor. O animal foi retirado do Brasil legalmente, com licença de peixe ornamental.

No entanto, a visão do Exército contradiz esse fato. Para a instituição, a Amazônia sofre com a ausência de Poder em seu território. Falta, sobretudo, maior fiscalização dos demais órgãos federais, inclusive na questão da biopirataria, vista como ameaça verdadeira ao patrimônio nacional.

Comentários

Nenhum Comentário sobre “Biopirataria: muitos problemas, nenhuma definição”

Comente

Comentários

  • 4 de janeiro de 2009 - Deny O.W.Cavalcante em Um brasileiro na Guiana Francesa: Esqueci de anexar meu email. keny.oliveira@gmail.com
  • 4 de janeiro de 2009 - Deny O.W.Cavalcante em Um brasileiro na Guiana Francesa: Por favor, gostaria de trabalhar na Guiana Francesa, tenho curso na área de mecanica diesel e também na área de vendas técnica. Posso trabalhar também na área de hotelaria. Alguém sabe por onde devo começar? Gostaria de ir de forma legal. Obrigado
  • 4 de janeiro de 2009 - Fábio Fly em Um brasileiro na Guiana Francesa: Meus emails são flymayer@hotmail.com e flymayer@yahoo.com.br Obrigado