Diante de vinte estudantes de jornalismo, reunidos no centro de imprensa/redação-escola da Oboré, o Coronel Netto manifestou a preocupação do Exército Brasileiro em relação ao interesse internacional pela Amazônia “Qual país do mundo não cobiça um tesouro desse?”. O encontro faz parte da série de palestras do módulo Descobrir a Amazônia, descobrir-se repórter.
Com sete milhões de km², equivalente a 40% da América do Sul, e 1/5 das reservas de água doce do planeta, a região amazônica é objeto de atenção especial por parte das Forças Armadas. “Nós temos que aumentar a ação do Estado na Amazônia”, diz o coronel, ex-comandante do 34ª Batalhão de Infantaria de Selva, localizado em Macapá. Atualmente, 25 pelotões são responsáveis por monitorar quase 11 mil quilômetros de fronteira, numa região com densidade populacional de 4 habitantes por km².
Netto destacou a preocupação do exército com as idéias de internacionalização da Amazônia, que classificou como “ingerência num patrimônio que é nosso”. Para ele, a atuação de organizações não-governamentais junto aos povos indígenas pode ir de encontro aos interesses nacionais. “Essas ONGs desempenham um papel que o estado deseja?”, questiona.
O militar defendeu cautela em relação aos trabalhos desenvolvidos pelas entidades na Amazônia. “Quem é que não gostaria de ter um tesouro desse para si?”. Sobre a polêmica em torno da demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, Netto desconversou, preferindo não se pronunciar.
[...] a Amazônia - Descobrir-se Repórter” a reflexão se deu sob a ótica militar, como escreveu o repórter Luiz Prado, no segundo, hoje, a discussão foi capitaneada por um geólogo, um antropólogo e um biólogo, [...]