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Descobrir a Amazônia - 2008

Corrida contra o tempo

DIA 3 – QUARTA-FEIRA (23) – BELÉM (PA)

Mais um dia amanhece na semana de descobertas amazônicas. Na capital paraense, o calor vai mostrar sua cara logo após a saída do quarto fresco do hotel. O destino daquela quarta-feira (23) já era conhecido na programação: 8ª Região Militar e 8ª Divisão de Exército. Lá, todos seriam apresentados a uma visão mais política do trabalho dos militares na região. A ausência de seu comandante, o general de divisão Breide, restringiram os relatos ao trabalho realizado na divisão.

Responsável por 59,53% da população da Amazônia, os estados que compõem a parte oriental da região são marcados por conflitos, ocupações desordenadas, garimpos, obras de grande impacto ambiental e pouca área de preservação. Esse é o retrato do Pará, parte do Tocantins e Maranhão e Amapá – o mais preservado de todos – e a área de atuação da 8ª Região Militar. “Essa é uma área muito difícil e a 8ª RM é responsável por toda a Amazônia Oriental. Precisamos estar atentos às necessidades das companhias que estão sob nosso comando para agir sempre que preciso for. Cuidamos de toda a logística. Um exemplo simples é com relação a alimentação dos militares. Para chegar comida num pelotão de fronteira são, em média, dependendo da localização, 15 dias de viagem e não podemos atrasar. E isso se repete com todas as nossas ações”, explica o major Ungaretti, responsável pelo setor de operações da estrutura.

O grupo seguiu para o Comando-Geral de Operações Aéreas - Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara), responsável projetar, construir, equipar e recuperar os aeroportos da região e executar obras civis de interesse do comando da Aeronáutica. Lá, tiveram contato com o brigadeiro Igreja – maior autoridade da Aeronáutica na região.

Após o almoço, o destino era o Museu Paraense Emílio Goeldi, uma instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e que concentra suas atividades no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia. Além de conhecer o trabalho realizado pela instituição, muitas informações sobre o processo de documentação das línguas indígenas e sobre as descobertas da arqueologia regional foram obtidas.

Um passeio de barco pela baía do Guajará encerrou as atividades do dia na cidade das mangueiras. Pouco tempo para tantas atividades, mas com a programação definida, tudo correu como o esperado: sem atrasos ou surpresas.

Base Aérea

O Caravan para apenas oito passageiros foi o transporte entre Belém e Macapá. (Foto: Bruno Huberman)

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