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Amazônia

Instrução na selva

DIA 4 – QUINTA-FEIRA (24) – MACAPÁ (AP)

Logo cedo, após um café da manhã, os estudantes e dois coordenadores seguiram viagem rumo à Macapá. Os demais integrantes da equipe iriam na segunda leva, pois o Brasília, que tinha capacidade para carregar toda a comitiva fora substituído por dois Caravan – monomotores de asas altas e vôo baixo. O grupo estava tenso no embarque, mas logo o piloto deu um jeito de acalmar. “Calma gente, esse é o único avião autorizado a carregar o presidente George W. Bush em caso de emergência.”

Ânimos “controlados” após saber que até o presidente norte-americano já teria se aventurado a bordo do pequeno monomotor, o grupo seguiu viagem. Depois do pouso, todos concordariam que não poderia ter sido mais interessante a mudança do avião, pois foi possível perceber todos os detalhes da mudança da paisagem – o que seria impossível com o já conhecido e potente Brasília. “Ver a Ilha de Marajó foi algo incrível”, destaca o professor Pedro Ortiz, coordenador pedagógico do curso. “Aquilo ali é desmatamento ou a vegetação é que assim mesmo?”, questiona Bruno Huberman, um dos 10 estudantes. A vegetação era típica da região.

Descobertas a parte, após quase uma hora o Caravan toca o chão da quente Macapá. Se antes o calor já castigava, Macapá oferecia algo mais intenso. “Deve ser por conta da linha do Equador, que atravessa a capital”, brinca um. Macapá é, de fato, a única capital brasileira cortada pelo Equador e por conta disso, pelo menos duas vezes ao ano, os moradores da cidade podem desfrutar do fenômeno do Equinócio – período que os dias e as noites têm a mesma duração. Em Macapá, o Equinócio pode ser observado do Monumento do Marco Zero, visitado pelos estudantes logo na chegada.

Depois do turismo e com o grupo todo reunido, um pouco de sobrevivência na selva. Na tarde escaldante, uma instrução militar, montada pelo 34º Batalhão de Infantaria de Selva, mostra ao grupo os tipos de deslocamento treinados dentro d’água. Espinha de peixe e outros nomes utilizados para as formações foram demonstrados. Mas naquele momento todos pensavam apenas em um mergulho na piscina do batalhão. Pedido atendido e liberado. Renovados, após o rápido mergulho, todos se dirigiram aos caminhões que levariam para uma instrução. Uma caminhada pelo mato levou a uma demonstração de montagens de armadilhas e acampamentos.

À noite, uma entrevista coletiva com o tenente coronel Batista, comandante do batalhão, anima as discussões. Sempre que assuntos ligados a indígenas entram na pauta, a conversa se alonga e dessa vez não foi diferente. O coronel deu sua opinião sobre a homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Regularizada em 2005 pelo presidente Lula, hoje, a terra é alvo de discussões em todos os setores. No Congresso Nacional se discute formas de revogar a homologação, pois a demarcação contínua das terras “inviabiliza o estado”, alegam os parlamentares da bancada ruralista.

O coronel Batista, que trabalhou durante anos na região, também defende a homologação daquelas terras em ilhas, mas o discurso é diferente do tom encabeçado por arrozeiros e parlamentares. “Trabalhei muito tempo naquela área e não faz sentido a demarcação contínua daquelas terras, pois são grupos diferentes que habitam a região”, explica.

Tema polêmico, a discussão sobre as terras dos 17 mil Wapixana, Macuxi, Taurepang, Patamona e Ingarikó que habitam a área está longe de ser encerrada, mas enquanto nada é resolvido e revogado, o que vale é a sanção presidencial de 2005, que concede o usufruto daquelas terras as cinco etnias.

O tempo não foi suficiente para esgotar as dúvidas e o próprio debate sobre a questão indígena. O sentimento era que essa pauta começava a ser esclarecida, e outras fontes ainda precisavam mostrar suas vozes, principalmente os indígenas. A entrevista terminou e era hora do jantar e depois ainda viria a luta para conectar computadores e montar mais uma vez uma mini-redação. Assim foi e com horário apertado, mais um dia ficou para trás.

Fotos do ofício 5

Victor Ferreira grava vídeo literalmente na divisa do Hemisfério Norte. (Foto: Roberto Taddei)

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Comentários

  • 20 de novembro de 2008 - ANDERSON AMORIM em Um brasileiro na Guiana Francesa: Se puder meu email é empreiteiraamorim@uol.com.br
  • 20 de novembro de 2008 - ANDERSON AMORIM em Um brasileiro na Guiana Francesa: Como faço pra ir com minha empresa para guiana francesa..a lguém pode me ajudar
  • 12 de novembro de 2008 - cleide moraes em Um brasileiro na Guiana Francesa: Boa tarde gostaria que vc me imformasse como faço pra encontrar um parente que esta na guiana francesa,nâo sei qual a cidade que ele se encontra a unica coisa que a nossa familia sabe è que ele foi pra essa cidade...Na verdade estamos desisperados por ja disseram que ele foi morto...Por favor se vc souber