DIA 5 – SEXTA-FEIRA (25) – CLEVELÂNDIA DO NORTE (AP)
Dias e mais dias ouvindo sobre as dificuldades do trabalho na fronteira era chegada a hora de conhecer de perto a atuação do Exército nessas localidades. Clevelândia do Norte era o destino. Um destacamento situado às margens do rio Oiapoque. Do outro lado, Guiana Francesa, ou melhor, a França, como todos se referem a pequena vila de São Jorge.
A bordo dos ubás – embarcações de madeira com capacidade para até quatro toneladas – os estudantes chegaram ao pelotão de fronteira. Foram recebidos como autoridades e tiveram a oportunidade de ver uma formatura do grupamento comandada pelo ativo coronel Batista. A rigidez e disciplina dos militares embaixo do sol escaldante do extremo norte do país impressionaram todos os presentes.
A formatura foi seguida de uma instrução de selva. Para isso, outro deslocamento a bordo dos ubás levou o grupo pelos igarapés de águas transparentes a um pequeno descampado. Água e fogo são essenciais para a sobrevivência no mato e os estudantes aprenderam como encontrar e o que fazer em situações de emergência. “Não precisa entrar em pânico. A mata é amiga. O importante é achar um curso d’água e depois fazer um fogo. Dessa forma é possível sobreviver até ser encontrado”, ensina o coronel.
Depois das aulas um pulo no território francês. O grupo é recebido por membros da Legião Estrangeira na Guiana Francesa. O encontro foi amistoso e o breve passeio ocorreu tranquilamente. Na praça, a população enfeita uma festa. Brasileiros e moradores locais dividem o espaço. Na zona de fronteira, as nacionalidades também se confundem.
De volta então a Macapá, o jantar de despedida. Última noite, cheia de comemorações e reflexões. Na manhã seguinte, o retorno. De volta à selva de concreto, outra viagem se inicia para os estudantes: assimilar tudo o que viveram, escrever e publicar seus textos – obrigações por vezes esquecidas no correr da descoberta da Amazônia Oriental.
Voadeira com nossos repórteres, coordenadores e militares. (Foto: Bruno Huberman)
pesquisa de geografia
Eu, gostaria de ter melhores informações a respeito-de como obter um curso de sobrevivência na selva-mas, nesta região que a referida reportagem mostrou.
De preferência -CURSO DE SOBREVIVENCIA NA SELVA- nesta CIA MILITAR- CITADA NESTA REPORTAGEM.
Sou,PILOTO DA AVIAÇÃO CIVIL- com todas as horas completas para checagem e pronto para a final.
Será, muito importante ,para mim se for possível este treinamento ,nesta citada REGIÃO.Agradço.
Parabens pelo ótimo texto.Tanto o Exército como a própria Amazônia precisam do apoio de pessoas como vc, que realmente buscam fazer a diferença…não só como profissionais,mas como seres humanos.
Ass Ten Carlos Henrique, comandante do 1ºPelotão de Clevelândia do Norte, AP