<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>

<channel>
	<title>Repórter do Futuro</title>
	<atom:link href="http://reporterdofuturo.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://reporterdofuturo.com.br</link>
	<description>Para quem quer ser jornalista de verdade</description>
	<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 22:54:21 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.5.1</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Muito mais que um bife</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/muito-mais-que-um-bife-3/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/muito-mais-que-um-bife-3/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 22:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Luis de Lima Figueiredo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Descobrir a Amazônia - 2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=176</guid>
		<description><![CDATA[Estudos apontam que a criação de gado no país está diretamente ligada com as mudanças climáticas do planeta
Indispensável no cardápio do brasileiro à carne bovina é um dos alimentos mais ricos em proteínas, vitaminas e minerais como o ferro. Considerada um dos itens mais nobres na dieta humana, a carne bovina é também reflexo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudos apontam que a criação de gado no país está diretamente ligada com as mudanças climáticas do planeta</p>
<p></em>Indispensável no cardápio do brasileiro à carne bovina é um dos alimentos mais ricos em proteínas, vitaminas e minerais como o ferro. Considerada um dos itens mais nobres na dieta humana, a carne bovina é também reflexo de ascensão social, presente, portanto, apenas nas classes mais abastadas da sociedade. Mas você sabe de onde vem essa carne? Estudos recentes revelam uma complexa rede que une nossos hábitos do dia a dia à destruição da Amazônia. Dessa maneira, a carne brasileira tem relação direta com as questões socioambientais que o mundo se vê obrigado a enfrentar hoje para garantir seu futuro.</p>
<p>Atualmente o Brasil ao lado da Austrália é o maior exportador mundial de carne bovina. Nosso rebanho beira a casa de 206 milhões de cabeças de gado, 74 milhões apenas na Amazônia, onde há mais boi do que gente, isso sem contar os inúmeros criadores e abatedores clandestinos. Essa liderança, no entanto, coloca o país entre os principais vilões no combate ao aquecimento global. Para manter esta posição, o setor agropecuário se tornou o principal vetor para a derrubada das matas. A estimativa, segundo estudo realizado em 2008 pelas ONGs Repórter Brasil e Papel Social Comunicação, é de que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária.</p>
<p>O problema ocorre principalmente pela forma predatória como se dá essa expansão pecuária na Amazônia, que utiliza áreas protegidas de proteção e conservação ambiental - pelo menos no papel - para fazer pastos. Primeiro, tratores e motos-serra derrubam tudo que encontram pela frente. Segundo, toda madeira que tenha valor comercial é retirada da floresta, na maioria das vezes de forma ilegal. E, por fim, tudo que restou da floresta é incendiado. Esta última etapa é utilizada pelos criadores para acelerar o processo de troca da mata nativa pelo capim, que servirá de pasto para os animais. Além disso, toda vez que a floresta é incendiada milhões de partículas de dióxido de carbono que ficam armazenadas nas plantas são despejadas na atmosfera, potencializando ainda mais o efeito estufa.</p>
<p>Para o professor e pesquisador Guilherme Leite da Silva Dias, do Depto. de Economia da Universidade de São Paulo (USP), a maneira como se cria gado no Brasil, em especial na Amazônia, proporcionará graves consequências para o futuro do planeta se não for alterada. Uma forma de solucionar o problema, segundo o professor, seria trocar o modelo atual de criação por uma “pastagem intensiva sustentável”, onde a produção é intensificada na área que já foi degradada, principalmente devido à pobreza do solo da região. “A forma de explorar com o desmatamento seguido de queimada exaure o solo em 20 anos. Com a pastagem intensiva sustentável, que inclui também repor a fertilidade do solo, podemos diminuir este período de degradação do solo para 8 anos”, explica.</p>
<p>Dias afirma que do total de pecuaristas do país, 90% permanecem trabalhando de maneira predatória: “Se continuarmos com este sistema de agropecuária na Amazônia, em 20 anos aqueles bois terão comido tudo aquilo”. Guilherme Dias, que já integrou a equipe econômica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acredita que algumas medidas econômicas adotadas no passado pelo setor agropecuário causaram custos altos demais para demandas fixas: “Vivemos uma crise de endividamento, principalmente com a distribuição de crédito. Hoje existe muita terra para pouca produtividade e a política de crédito é fundamental para o processo de desenvolvimento”.</p>
<p>Um caso emblemático para ilustrar a expansão da agropecuária na Amazônia é São Felix do Xingu, cidade no sul do Pará, que em 1997 tinha cerca de 30 mil cabeças de gado em uma área de 84 mil quilômetros quadrados, de acordo com o Sindicato dos Produtores Rurais (SPR) do município. Em dez anos, o número passou para 1,7 milhão de animais. No Mato Grosso, os números também impressionam. De acordo com um diagnóstico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2007 havia 39 frigoríficos funcionando em 24 municípios, somando uma capacidade de abate de 22 mil cabeças por dia. O mesmo estudo identifica ainda seis unidades em processo de ampliação e nove plantas em construção - o que deve dobrar o número de abates.</p>
<p>Outro fator preocupante, mas que ainda é pouco discutido, é que durante o processo digestivo dos bois, grandes quantidades de gás metano são emitidas na atmosfera. O que é pior: o gás metano é 23 vezes mais prejudicial que o dióxido de carbono para o efeito estufa. Dessa maneira, se levarmos em consideração que um boi emite cerca de 58 kg de gás metano por ano, e multiplicarmos este número pela quantidade de bois do país (206 milhões), teremos 10 milhões de toneladas de metano sendo despejadas por ano na atmosfera. Em outras palavras, significa que o setor agropecuário emite a mesma quantidade de carbono que a indústria e o transporte emitiam 1994 no país.</p>
<p>Portanto, fica fácil de entender porque o Brasil já é o quarto maior poluidor mundial, lançando anualmente na atmosfera 1 bilhão de toneladas de carbono e 13 milhões de metano. Para o jornalista e ambientalista Washington Noaves, o problema é muito sério e requer medidas urgentes. “Estamos consumindo cerca de 30% além do que o planeta pode repor. Esses problemas ameaçam a continuação humana no planeta”, afirma Novaes.</p>
<p><strong>O futuro está em nossas mãos<br />
</strong><br />
Para pôr um freio no ritmo de destruição do planeta, o consumidor, no entanto, não precisa abrir mão de comer carne, comprar móveis ou usar óleo de soja, mas terá que riscar da sua lista de compras aquelas marcas que insistem em violar princípios éticos e de responsabilidade. O ‘consumo consciente’, que em poucas palavras pode ser traduzido como um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade, é uma tendência mundial que tem ganhado espaço no mercado e atraído cada vez mais adeptos, os chamados ‘consumidores verdes’.</p>
<p>Pensando nisso, muitas empresas estão investindo em produtos ecologicamente corretos. São produtos não-tóxicos, feitos de materiais recicláveis, duráveis e com o mínimo de embalagem, ou seja, produtos que procuram extrair a menor quantidade possível de recursos naturais durante toda sua cadeia produtiva, tentando com isso, preservar o equilíbrio natural do planeta. Entretanto, muitas empresas sob este ‘signo verde’ utilizam-se indevidamente desta bandeira para agregar valores aos seus produtos e iludir seus consumidores, fazendo-nos crer que a empresa respeita a natureza.</p>
<p>Por outro lado, o mundo tem discutido maneiras de como comprovar que uma empresa que se diz ecologicamente correta de fato o seja. Surgem, portanto, os selos verdes, as compensações ambientais, os processos de auditoria sustentáveis, ou seja, uma enorme quantidade de nomes e processos para atestar que um produto seja realmente ecologicamente correto. Ao consumidor - principal agente transformador - vale exigir que sua marca respeite a natureza e se enquadre nos novos padrões de produção sustentável.</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/muito-mais-que-um-bife-3/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Tamanho e isolamento da Amazônia são os maiores desafios da cobertura jornalística</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/tamanho-e-isolamento-da-amazonia-sao-os-maiores-desafios-da-cobertura-jornalistica/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/tamanho-e-isolamento-da-amazonia-sao-os-maiores-desafios-da-cobertura-jornalistica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 04:05:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kívia Mendonça Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Descobrir a Amazônia - 2009]]></category>

		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>

		<category><![CDATA[amazônia]]></category>

		<category><![CDATA[cobertura]]></category>

		<category><![CDATA[Iberê]]></category>

		<category><![CDATA[jornalista]]></category>

		<category><![CDATA[Tenório]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=174</guid>
		<description><![CDATA[A motivação do jovem jornalista Iberê Tenório para se dedicar à cobertura de questões ambientais e da Amazônia veio de experiências pessoais. Nos arredores do sítio do interior paulista onde morou até os 20 anos, via os rios cada vez mais sujos, as construções irregulares destruindo as florestas, os animais cada vez mais raros. “Isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>A motivação do jovem jornalista Iberê Tenório para se dedicar à cobertura de questões ambientais e da Amazônia veio de experiências pessoais. Nos arredores do sítio do interior paulista onde morou até os 20 anos, via os rios cada vez mais sujos, as construções irregulares destruindo as florestas, os animais cada vez mais raros. “Isso foi me indignando, e acho que esse sentimento de indignação é a principal energia para quem quer ser um bom jornalista”, diz.</span></p>
<p>Iberê começou a trabalhar com meio ambiente na <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/">Repórter Brasil</a>, agência de notícias especializada em cobrir trabalho escravo. “Esse problema está intimamente ligado à destruição do meio ambiente, pois quase sempre ocorre onde a agropecuária avança sobre florestas”, comenta.</p>
<p>Nesse mesma época, o jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP), criou o blog <a href="http://www.atitudeverde.com.br/">Atitude Verde</a>, que procura discutir decisões ambientalmente corretas que se pode tomar no dia-a-dia. “A idéia foi estimular o exercício da preservação, saindo um pouco do discurso, descobrindo como proteger o meio ambiente dentro do cotidiano”, conta.</p>
<p>Repórter do <a href="http://www.globoamazonia.com/">Globo Amazônia</a> desde de que o site foi criado, em 2008, Iberê acredita que a grande extensão da Amazônia e seu isolamento são os maiores desafios para a cobertura jornalística. Para ele, é importante que os jornalistas não olhem a floresta como “uma folha de alface”, mas que enxerguem os diferentes históricos de ocupação antrópica de suas regiões, a diversidade de fauna e flora que a Amazônia abriga. “Entender e respeitar essas peculiaridades é fundamental”, afirma.</p>
<p>Confira as ponderações e dicas de Iberê Tenório sobre a cobertura jornalística da floresta Amazônica em entrevista para o <strong>Repórter do Futuro</strong>:</p>
<p><strong>Existem hoje inúmeros sites jornalísticos especializados em Amazônia. Qual é a importância de se fazer essa cobertura segmentada da floresta?</strong><br />
Iberê Tenório - Amazônia ocupa mais da metade do território brasileiro, é a maior floresta tropical do mundo, guarda boa parte da água potável, da biodiversidade e de outras tantas riquezas. Isso é suficiente para justificar uma cobertura especializada. Mas eu discordo que existam muitos sites focados exclusivamente na Amazônia. O que há são sites ligados ao meio ambiente de forma geral ou sites que reproduzem o conteúdo sobre Amazônia produzido por outros veículos.</p>
<p><strong>Qual é o maior desafio dessa cobertura?</strong><br />
Iberê Tenório - O tamanho e o isolamento da região são o maior desafio. Viajar pela Amazônia é caro e demorado. Além disso, há muitas regiões sem telefone, sem estradas. Para quem está em São Paulo, como eu, é ainda mais difícil. Mas mesmo que eu estivesse em alguma capital amazônica, esses problemas existiriam. Cobrir um fato que ocorreu em Rio Branco estando em Manaus não é muito diferente de fazer a mesma coisa a partir de São Paulo.</p>
<p><strong>É comum ouvir casos de colegas que recebem ameaças ou são perseguidos por cobrir questões nevrálgicas da Amazônia, como garimpo e atividade madeireira? O que relatam esses jornalistas?</strong><br />
Iberê Tenório - Há histórias de ameaças, sim, mas o mais comum são pautas que são deixadas de lado porque os locais são muito perigosos. Cobrir garimpos em Rondônia, desmatamento no sul do Pará ou grilagem na Transamazônica é perigoso. Como os jornalistas que fazem matéria sobre isso em geral não moram nessas regiões, não conheço relatos de perseguições, mas é muito comum saber de pessoas que foram impedidas de entrar em alguns lugares ou que foram &#8220;seriamente aconselhadas&#8221; a desistirem de suas pautas. Isso é recorrente, e é bem triste, pois a imprensa deixa de denunciar os problemas mais graves.</p>
<p><strong>Onde encontrar boas pautas e boas histórias?<br />
</strong>Iberê Tenório - Não há segredo: é preciso ter boas conversas com quem vive na região. Na internet, eu sugiro os blogs. Eles sempre levantam questões que estão fora da pauta dos veículos tradicionais de comunicação.</p>
<p><strong>Que dicas você daria para quem está começando a cobrir Amazônia?</strong><br />
Iberê Tenório - A coisa mais importante é não olhar o mapa da Amazônia como se fosse uma folha de alface. Cada pedacinho daquela região tem povos diferentes, dificuldades diferentes, animais e plantas diferentes e, principalmente, histórias diferentes. A colonização de Mato Grosso, por exemplo, fez com que o estado tivesse características completamente distintas do Pará, que, à primeira vista, é ali ao lado. O Acre, que muita gente brinca que nem existe, é um lugar com uma identidade muito forte, diferente do seu vizinho Rondônia, freqüentemente confundido com Roraima. Entender e respeitar essas peculiaridades é fundamental.</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/tamanho-e-isolamento-da-amazonia-sao-os-maiores-desafios-da-cobertura-jornalistica/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>A MP 458 para Marina Silva</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/a-mp-458-para-marina-silva/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/a-mp-458-para-marina-silva/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 00:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Ferreira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=173</guid>
		<description><![CDATA[Em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, em 18 de maio, a senadora Marina Silva ressalta que, de acordo com dados fornecidos pelo Incra, não há necessidade da abragência da MP 458. As pequenas propriedades - com cerca de 400 hectares - representam 80% dos posseiros da região e ocupam apenas 11,5% da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="small;"><span style="Times New Roman;">Em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, em 18 de maio, a senadora Marina Silva ressalta que, de acordo com dados fornecidos pelo Incra, não há necessidade da abragência da MP 458. As pequenas propriedades - com cerca de 400 hectares - representam 80% dos posseiros da região e ocupam apenas 11,5% da área a ser regularizada. Na outra ponta, as médias e grandes propriedades são apenas 20%, mas ocupam 88,5% da área que poderá ser vendida.<span style="yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="Times New Roman;">(Juliana Dal Piva)</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/a-mp-458-para-marina-silva/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevistados falam sobre a “MP da grilagem”</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/entrevistados-falam-sobre-a-%e2%80%9cmp-da-grilagem%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/entrevistados-falam-sobre-a-%e2%80%9cmp-da-grilagem%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 10:46:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Ferreira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Descobrir a Amazônia - 2009]]></category>

		<category><![CDATA[amazônia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=172</guid>
		<description><![CDATA[No começo do mês de junho, a Medida Provisória 458/2009 foi aprovada no Senado brasileiro. Conhecida também como “MP da grilagem”, ela permite à União regularizar as terras de sua propriedade na Amazônia Legal com até 1,5 mil hectares que foram ocupadas antes de 1º de dezembro de 2004. No total, serão cerca de 67,4 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No começo do mês de junho, a <strong>Medida Provisória 458/2009</strong> foi aprovada no Senado brasileiro. Conhecida também como “MP da grilagem”, ela permite à União regularizar as terras de sua propriedade na Amazônia Legal com até 1,5 mil hectares que foram ocupadas antes de 1º de dezembro de 2004. No total, serão cerca de 67,4 milhões de hectares cedidos sem licitação.</p>
<p>A MP 458 é alvo de muitas críticas entre defensores e críticos. Durante o módulo “Descobrir-se repórter, descobrir a Amazônia”, do Repórter do Futuro, muitos entrevistados abordaram o tema. Confira a seguir as opiniões emitidas por eles sobre a MP 548, que ainda espera sanção do presidente Lula para entrar em vigor.</p>
<p>“É dominante no Brasil o pensamento ‘eu vou na frente, assumo a posse de uma grande área, depois o desenvolvimento chega perto daquela região e aí eu sou um grande proprietário de um espaço para desenvolver atividade agrícola’. Isso é exercer posse, porque nosso sistema judiciário sempre garantiu que se transforme a posse em propriedade”, disse <strong>Guilherme Leite da Silva Dias.<br />
</strong><br />
Ele diz temer essa nova “lei de terras”, como a que o Brasil teve em 1850 garantindo a propriedade a quem tivesse invadido terras públicas. Para ele, essa MP tem a característica de querer se mostrar “boazinha”, porque só daria posse a áreas de até 1500 hectares.<br />
<em>(Guilherme Leite da Silva Dias é economista, especialista em produção agropecuária e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP)</em></p>
<p>“Estamos vivendo uma encruzilhada histórica. Disse <strong>Ariovaldo Umbelino de Oliveira</strong>. Ele acredita que parte do patrimônio púbico pode estar sendo transferida ilegalmente e inconstitucionalmente para parte da elite, acelerando também o desmatamento. “Os empresários desse país jamais respeitaram o meio ambiente e não há indícios de que irão respeitar no futuro”.</p>
<p>Ele também afirmou que essa medida fere o “princípio da função social da terra”: “O patrimônio público está sendo entregue aos grileiros. O governo chama isso de &#8216;Programa Terra Legal&#8217;, mas isso é uma verdadeira contra-reforma agrária. E o governo atual não fez a reforma agrária que divulga. Das 500 mil famílias que dizem ter assentado, realmente o fizeram do zero apenas 180 mil”.</p>
<p>Para Umbelino, a MP 458 deveria ser revogada, porque já existe na legislação brasileira regulamentação para a legitimação de posse. “A MP só foi feita por interesse e tramada nos corredores do Incra. Eles atuaram de forma engenhosa, a MP não era necessária, só foi montada para regular a grilagem&#8221;.<br />
<em>(Ariovaldo Umbelino de Oliveira é professor do Departamento de Geografia da USP e estuda os conflitos agrários no Brasil)</em></p>
<p>(Por Ana Fernandes e Thaís Ferreira)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/entrevistados-falam-sobre-a-%e2%80%9cmp-da-grilagem%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Cientista do IPCC aponta dúvidas na relação entre homem e aquecimento global</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/cientista-do-ipcc-aponta-duvidas-na-relacao-entre-homem-e-aquecimento-global/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/cientista-do-ipcc-aponta-duvidas-na-relacao-entre-homem-e-aquecimento-global/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 11:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Erik Stein Bernardes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>

		<category><![CDATA[efeito estufa]]></category>

		<category><![CDATA[explosões solares]]></category>

		<category><![CDATA[IPCC]]></category>

		<category><![CDATA[Marcos Buckeridge]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=169</guid>
		<description><![CDATA[aquecimentoglobal_erikbernardes_repfuturo
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://reporterdofuturo.utopia.com.br/wp-content/aquecimentoglobal_erikbernardes_repfuturo.mp3">aquecimentoglobal_erikbernardes_repfuturo</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/06/cientista-do-ipcc-aponta-duvidas-na-relacao-entre-homem-e-aquecimento-global/feed/</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://reporterdofuturo.utopia.com.br/wp-content/aquecimentoglobal_erikbernardes_repfuturo.mp3" length="2666896" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>Chaparro e a crise do jornalismo</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/chaparro-e-a-crise-do-jornalismo/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/chaparro-e-a-crise-do-jornalismo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 May 2009 19:19:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[featured]]></category>

		<category><![CDATA[avaliação]]></category>

		<category><![CDATA[chaparro]]></category>

		<category><![CDATA[crise]]></category>

		<category><![CDATA[estudantes]]></category>

		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

		<category><![CDATA[podcast]]></category>

		<category><![CDATA[professor]]></category>

		<category><![CDATA[profissão]]></category>

		<category><![CDATA[repórter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=167</guid>
		<description><![CDATA[O curso de jornalismo atravessa uma crise de definição. De um lado, conceitual: não se pensa mais num mundo em que existe o acontecimento e existe o público, e no meio dele o jornalista. O jornalista não é mais, apenas ele, difusor da notícia. Essa difusão não depende mais dos jornalistas. As tecnologias mudaram tudo.
Outra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O curso de jornalismo atravessa uma crise de definição</strong>. De um lado, conceitual: não se pensa mais num mundo em que existe o acontecimento e existe o público, e no meio dele o jornalista. O jornalista não é mais, apenas ele, difusor da notícia. Essa difusão não depende mais dos jornalistas. As tecnologias mudaram tudo.</p>
<p>Outra crise é o fascínio pelas tecnologias, pelo termo multimídia. Isso não é uma prioridade para a formação. Deve preparar o uso do multimídia, claro, mas colocar o multimídia como o essencial é uma deformação do jornalista. Só tem sentido se funcionar como ferramenta de algo mais importante, que é o conteúdo.</p>
<p>Com esta visão, o professor <strong>Manuel Carlos Chaparro</strong> começou a apresentar aos professores e organizadores do <a href="http://reporterdofuturo.com.br/" target="_blank">Projeto Repórter do Futuro</a> – curso complementar para estudantes de jornalismo, mantido pela <a href="http://www.obore.com.br" target="_blank">Oboré </a>– o resultado de anos de reflexão e das discussões que presencia como membro da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação (MEC) que reúne as discussões sobre diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. Coordenador e um dos primeiros professores do curso que completou 15 anos em 2009, Chaparro foi à Oboré conversar sobre a tarefa de lecionar jornalismo. Abaixo, alguns destaques do bate-papo e o áudio com a íntegra da entrevista.</p>
<p><a href='http://www.andredeak.com.br/arquivo/audios/chaparro_ed.mp3' >Áudio para Download - Professor Chaparro: crise no jornalismo (80 min. - 37 Mb)</a></p>
<blockquote><p>É importante que não se perca a perspectiva de que é preciso saber pensar.</p></blockquote>
<p><strong>Chaparro: </strong>Associamos jornalismo a jornal, a redações organizadas, mas cada vez mais o jornalismo é um fenômeno abstrato. É algo espalhado pela sociedade. Isso elimina o jornalismo? Não, claro que não. Ele ganha força. Porque é quando a informação passa pelo jornalismo, por seus critérios, é que ganha credibilidade. Na faculdade se aprende a construir uma linguagem da credibilidade. Mas muita gente usa a linguagem do jornalismo hoje. A linguagem precisa ser preservada, mas os jornalistas também. Nada do que ocorre hoje vai contra a profissão ou contra a atividade, pelo contrário.</p>
<p>Antigamente os políticos iam até a praça pública – lá era o espaço público. Agora ainda vão, mas apenas como palco para o jornalismo. O jornalismo tornou-se o grande espaço público – não a mídia, mas o jornalismo. Porque ninguém se importa em aparecer na Ana Maria Braga, mas querem aparecer no jornal das oito. Porque lá está a credibilidade.</p>
<p><strong>Quais são as principais indicações que chegam para a estrutura dos cursos de jornalismo?</strong></p>
<p><strong>Chaparro: </strong>Há uma constância: o ensino deve ter um caráter humanístico. E outra coisa é o multimídia.</p>
<p>Minha opinião – não a opinião do comitê –, é que não há como entender o jornalismo sem levar em conta o mundo em que ele está inserido. Mas agora é que vamos entrar na fase de descobrir o que pensam os membros da comissão, quais são as idéias de cada um.</p>
<p><strong>Como era o método de avaliação desenvolvido?</strong></p>
<p><strong>Chaparro: </strong>O ideal era fazer uma avaliação individual, mas como nem sempre isso podia ser feito, por causa do tempo, fazíamos grupos de dois ou três estudantes. Eles traziam pautas. Por exemplo, uma entrevista com Alberto Dines.</p>
<p>Os alunos ficavam duas semanas estudando a vida do Dines. Não vai chegar lá e perguntar o que todo mundo já sabe: quantos livros escreveu, o que fez. Isso outros já perguntaram. Aí faziam a entrevista, e depois ficavam mais semanas escrevendo o texto.</p>
<p>Fazíamos também um confessionário: conversas individuais. Tentávamos avaliar a evolução de cada aluno, não a comparação com o grupo. As notas, no fim, geravam comparação, mas eram dadas a partir da evolução individual. O curso terminava com um comentário, fechado num envelope, só para o estudante, com uma explicação sobre sua evolução. Quem é bom, mas não evolui, pode tirar nota mais baixa do que quem não é tão bom, mas evolui.</p>
<p><strong>Há uma dificuldade dos alunos de jornalismo em serem editores do próprio texto. Ou seja: definir título e lead.</strong></p>
<p><strong>Chaparro: </strong>O mais difícil talvez seja justamente isso: definir o que é importante. Costumo dizer para definir duas ou três coisas mais importantes, e colocar embaixo delas o que estiver relacionado. Vai sobrar muita coisa, tem que jogar fora. É isso que atormenta o repórter.</p>
<p>Também é importante a escolha da significação do fato. Costumo usar um exemplo extremo, a parada gay. Tem uma significação econômica, outra política, outra cultural. Qual é a preponderante? Qual é o eixo narrativo escolhido? É possível percorrer todos, mas é preciso escolher um.</p>
<p>O jornalista deve ser capaz de fazer escolhas. Escolhas lúcidas.</p>
<p><em>O professor Chaparro mantém o blog <a href="http://www.oxisdaquestao.com.br/" target="_blank">O Xis da Questão</a>, com debates e <a href="http://www.youtube.com/oxisdaquestao" target="_blank">aulas em vídeos sobre jornalismo</a>.<img src='http://l.yimg.com/g/images/spaceball.gif' alt='' class='alignnone' /><img src='http://l.yimg.com/g/images/spaceball.gif' alt='' class='alignleft' /></em></p>
<p><em>*Estiveram presentes na conversa com o professor Chaparro os jornalistas Ana Luisa Zaniboni Gomes, Andre Deak,  João Paulo Charleaux, Mariana Felippe, Pedro Ortiz e Sérgio Gomes.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/chaparro-e-a-crise-do-jornalismo/feed/</wfw:commentRss>
<enclosure url="http://www.andredeak.com.br/arquivo/audios/chaparro_ed.mp3" length="38436888" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>E o passado, a quem pertence?</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/e-o-passado-a-quem-pertence/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/e-o-passado-a-quem-pertence/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 09:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Ferreira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Descobrir a Amazônia - 2009]]></category>

		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>

		<category><![CDATA[amazônia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=166</guid>
		<description><![CDATA[De quem é a posse do passado? Essa pergunta é um dilema que a arqueologia brasileira está enfrentando. Enquanto pesquisadores defendem que as peças confeccionadas por povos indígenas, há centenas de anos atrás, devem ficar sempre em museus, as populações locais e descendentes desses povos querem para si a guarda de todo o patrimônio, parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De quem é a posse do passado? Essa pergunta é um dilema que a arqueologia brasileira está enfrentando. Enquanto pesquisadores defendem que as peças confeccionadas por povos indígenas, há centenas de anos atrás, devem ficar sempre em museus, as populações locais e descendentes desses povos querem para si a guarda de todo o patrimônio, parte de sua história. “Isso está instaurando um novo processo sobre quem tem autoridade para falar do passado”, diz Eduardo Góes Neves, que dá aulas do Museu de Arqueologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e têm projetos de estudos arqueológicos na Amazônia. Neves participou de uma conferência de imprensa no sábado dia 16 de maio, realizada pelo <em>Projeto Repórter do Futuro: Descobrir-se Repórter, Descobrir a Amazônia.</em></p>
<p>Segundo Neves, essa discussão sobre a guarda de peças históricas está acontecendo atualmente com uma coleção de cerâmicas feitas por índios tapajós entre os séculos XI e XVI, na região onde hoje está a cidade de Santarém, no Pará. O Museu de Arqueologia e Etnologia da USP adquiriu a coleção em 1971, mas agora ela está sendo reivindicada de volta a Santarém. A aquisição foi feita numa época em que o debate com as comunidades onde os patrimônios eram encontrados não acontecia. Hoje, segundo Neves, não existe mais peça encontrada em campo que vá diretamente para o museu. Antes disso, é necessário um acordo com as comunidades locais. “A discussão sobre a posse tem que ser compartilhada. Esses povos hoje são descendentes das populações que fizeram aqueles objetos, mas nem sempre os arqueólogos estão preparados para essa discussão”, disse.</p>
<p>Deixar as peças sob a guarda de museus é uma forma de evitar também o mercado negro. A falta de conhecimento sobre o valor histórico de pequenos objetos gera entre moradores e turistas um mercado informal dessas peças nas cidades construídas sobre sítios arqueológicos. Santarém foi fundada sobre o maior sítio pré-histórico da Amazônia e em lojas de artesanatos é possível comprar peças de cerâmica da cultura tapajônica. Os preços dessas peças, que por lei são da União e não podem ser comercializadas, podem variar de R$40 a R$150.</p>
<p>Neves conta que muitos fazendeiros do estado do Pará, sem laços de parentesco com os indígenas, têm grandes coleções de peças encontradas em suas fazendas. Nos últimos quinze anos, eles venderam esses objetos porque precisavam de dinheiro. Alguns deles, segundo Neves, saíram do Brasil e não há como recuperar.</p>
<p>“A ameaça ao patrimônio arqueológico é uma ameaça ao patrimônio cultural e às populações tradicionais”, diz Neves. Para ele, apesar do embate com as populações locais, é a pequena atuação do governo e os projetos de desenvolvimento na região que põe em risco esse patrimônio. Ele afirma que a falta de planejamento governamental para a ocupação da Amazônia gera também uma falta de planejamento para o estudo arqueológico. Já os projetos que levam desenvolvimento para a região trazem grandes impactos sobre o patrimônio e nem sempre é feito o estudo adequado para que isso seja evitado.</p>
<p>Neves terminou sua exposição com um alerta: o trabalho de arqueologia na Amazônia é uma corrida contra o tempo. “A Amazônia é uma área riquíssima para investigação arqueológica, ainda há muito a se descobrir. Mas corremos o risco de perder uma boa parte da rica história que ocorreu nessa região”, disse.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/e-o-passado-a-quem-pertence/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Estudantes relatam segundo encontro do módulo Amazônia</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/estudantes-relatam-segundo-encontro-do-modulo-amazonia/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/estudantes-relatam-segundo-encontro-do-modulo-amazonia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 21:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Ferreira</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Descobrir a Amazônia - 2009]]></category>

		<category><![CDATA[Institucional]]></category>

		<category><![CDATA[featured]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=165</guid>
		<description><![CDATA[No último sábado, dia 16, dois especialistas da Universidade de São Paulo falaram aos estudantes do Projeto Repórter do Futuro, no segundo encontro do módulo Descobrir a Amazônia - Descobrir-se Repórter, no auditório do Instituto de Psicologia da USP. Eduardo Goes Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia, e Ariovaldo Umbelino de Oliveira, do Departamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último sábado, dia 16, dois especialistas da Universidade de São Paulo falaram aos estudantes do Projeto Repórter do Futuro, no segundo encontro do módulo Descobrir a Amazônia - Descobrir-se Repórter, no auditório do Instituto de Psicologia da USP. Eduardo Goes Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia, e Ariovaldo Umbelino de Oliveira, do Departamento de Geografia da FFLCH, trataram do tema “Histórias e conflitos na ocupação da Amazônia”. Após as exposições, de 30 minutos cada, os convidados responderam a perguntas dos estudantes.<br />
<b></b><br />
<b></b><br />
<b></b><br />
<b></b><br />
Confira os relatos dos estudantes:</p>
<p><strong>1 - <a href="http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/maior-amaca-a-amazonia-sao-os-brasileiros-dizem-pesquisadores/">Maior amaça à amazônia são os brasileiros, dizem pesquisadores</a>, por Letícia Mori.</p>
<p>2 - <a href="http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/ocupar-sem-destruir/">Ocupar sem destruir</a>, por Fernanda Carpegiani.</p>
<p>3 - <a href="http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/e-o-passado-a-quem-pertence/">E o passado, a quem pertence?</a>, por Thaís Ferreira.</strong><br />
<b></b><br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b></b><br />
<strong>Descobrir a Amazônia - Descobrir-se Repórter</strong></p>
<p>Veja como foi o primeiro encontro, sábado, dia 9 de maio, em <a href="http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/descobrir-a-amazonia-comecou-abordando-estrategias-para-a-regiao/">“Descobrir a Amazônia” trata de estratégias para a região</a>.<br />
<b></b><br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<b></b><br />
<strong><a href="http://www.reporterdofuturo.com.br/projeto">O Projeto Repórter do Futuro</a></strong></p>
<p>São cursos de complementação universitária para estudantes de jornalismo realizados há 15 anos pela <a href="http://www.obore.com">OBORÉ</a> Projetos Especiais em Comunicações e Artes. Neste ano, o módulo Descobrir a Amazônia - Descobrir Repórter tem como co-realizador o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (<a href="http://www.iea.usp.br">IEA-USP</a>) e conta com transmissão ao vivo dos encontros na Internet, feita pela <a href="http://www.usp.br/tv">TV USP</a>, através do sistema IPTV USP, que pode ser acompanhada no portal do IEA: www.iea.usp.br/aovivo. Em julho, parte dos estudantes viajarão à Amazônia para realizar uma série de reportagens a partir dos debates acesos durante o curso. Sob coordenação do <a href="http://www.exercito.gov.br">Exército Brasileiro</a> e com apoio da Força Aérea Brasileira, os estudantes passarão uma semana em contato com a cultura e o cotidiano da região.<span id="more-165"></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/estudantes-relatam-segundo-encontro-do-modulo-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Ocupar sem destruir</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/ocupar-sem-destruir/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/ocupar-sem-destruir/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 17:41:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Carpegiani</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Descobrir a Amazônia - 2009]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=164</guid>
		<description><![CDATA[Inicialmente ocupada por grupos de ceramistas nômades, 500 anos antes de Cristo, a Amazônia hoje é alvo de disputas nacionais e internacionais por terras para agricultura e pecuária. No último sábado, dia 16 de maio, o professor Eduardo Goes Neves, do Museu de Arqueologia da USP, e o professor Ariovaldo Umbelino de Oliveira, do Departamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Calibri;">Inicialmente ocupada por grupos de ceramistas nômades, 500 anos antes de Cristo, a Amazônia hoje é alvo de disputas nacionais e internacionais por terras para agricultura e pecuária. No último sábado, dia 16 de maio, o professor Eduardo Goes Neves, do Museu de Arqueologia da USP, e o professor Ariovaldo Umbelino de Oliveira, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, discutiram o tema “História e Conflitos na Ocupação da Amazônia”, durante a conferência de imprensa do Projeto Repórter do Futuro, no Instituto de Psicologia da USP.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Calibri;">Evidências arqueológicas mostram que existem pessoas vivendo na Amazônia há mais de 11 mil anos, segundo dados do professor Eduardo. <span style="yes;"> </span>“A gente sabe que a Amazônia é ocupada há milhares de anos. A questão é em qual escala nós queremos que essa ocupação ocorra”, ponderou. A partir da análise e do estudo de peças de cerâmica, o arqueólogo mostrou a cronologia da ocupação, que começou com ceramistas nômades, passou por uma fase de sedentarismo, e depois por uma quebra no padrão com o estabelecimento da mobilidade novamente. A existência destas diferentes fases comprova que houve uma grande variabilidade cultural e social no passado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Calibri;">Quando a questão é a ocupação contemporânea, o professor defende a necessidade de fazê-la em escala local, priorizando os interesses dos pequenos agricultores e dos habitantes da região. “A história é repleta de casos de projetos de grande escala de intervenção que não são sustentáveis”, argumentou, citando como exemplos o Projeto Jari, iniciado em 1967 com o objetivo de criar uma fazenda tropical para produção de celulose e papel, e a Fordlândia, uma porção de terra comprada pelo empresário Henry Ford nos anos 20 para abastecer sua empresa de látex.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Calibri;">O professor Ariovaldo concorda que a preocupação principal deve ser respeitar os direitos da população da Amazônia, para preservar não apenas sua cultura, mas também a própria flora e fauna do território. “É a presença da propriedade privada que abre a brecha para o processo de desmatamento. Isso é o que mostra a história recente da ocupação da Amazônia, dos anos 60 pra cá”, defendeu. É senso comum entre os dois estudiosos que a ocupação em larga escala, pela lógica do agronegócio, apenas contribui para a destruição do potencial natural da área, já que o desmatamento acaba tornando as terras improdutivas, além das pastagens e plantações tomarem o lugar de florestas ricas em biodiversidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Calibri;">Segundo o professor Ariovaldo, o agronegócio não compensa, pois não gera tanto lucro quanto se imagina. “O total da renda agrícola do ano passado foi de 142 bilhões de reais. O governo alocou pro agronegócio 78 bilhões de reais de empréstimo. Quer dizer, eles não tão nem duplicando o investimento”, apontou, destacando que a produtividade agrícola no Brasil ainda é muito baixa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Calibri;">O amplo território amazônico e a pífia fiscalização resultam em negócios baseados na ilegalidade. Questões como a grilagem de terras, o trabalho escravo e o mercado de compra e venda de terras devolutas rodeiam a forma de exploração e ocupação da Amazônia nos dias de hoje. Para citar apenas um dado, 56% da madeira que sai do território é ilegal, o que dá uma idéia da dimensão do problema. O modelo ideal deveria conciliar os interesses econômicos e os ambientais, algo considerado perfeitamente viável pelos professores: basta inverter a lógica atual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Calibri;">Uma alternativa seria usar como base a própria história da ocupação da região. O professor Eduardo destaca as realizações das populações que viveram na Amazônia antes da conquista. “Elas usavam o fogo e machados de pedra pra abrir as suas roças, e mesmo assim fizeram realizações agronômicas notáveis. Por exemplo, domesticaram a mandioca, uma planta venenosa”, argumentou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="AR-SA;">Outro caso a ser estudado é o das terras pretas, um tipo de solo que não perde sua fertilidade com o passar dos anos, e por isso é muito procurado por pequenos agricultores. Com a derrubada das matas, é comum que os solos da Amazônia percam sua fertilidade, mas o mesmo não ocorre com as terras pretas. “Em Rondônia elas tem quatro mil anos e mantém até hoje as condições [de cultivo]”, afirmou o arqueólogo, que concluiu: “Uma série de coisas que podemos aprender com a arqueologia pode ajudar também a nos dar alguns parâmetros para entender a ocupação contemporânea na região”.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/ocupar-sem-destruir/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Maior amaça à amazônia são os brasileiros, dizem pesquisadores</title>
		<link>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/maior-amaca-a-amazonia-sao-os-brasileiros-dizem-pesquisadores/</link>
		<comments>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/maior-amaca-a-amazonia-sao-os-brasileiros-dizem-pesquisadores/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 May 2009 19:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Mori</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Descobrir a Amazônia - 2009]]></category>

		<category><![CDATA[2009]]></category>

		<category><![CDATA[amazônia]]></category>

		<category><![CDATA[internacionalização]]></category>

		<category><![CDATA[reporter do futuro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://reporterdofuturo.com.br/?p=163</guid>
		<description><![CDATA[A maior ameaça à amazônia brasileira não é de outros países ou organismos internacionais, mas dos próprios brasileiros, de acordo com o geógrafo Ariovaldo Umbelino de Oliveira, especialista da Universidade de São Paulo em questões relativas à região. Para ele, que há quase trinta anos pesquisa geografia agrágia, estrutura fundiária, territória indígena e conflitos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maior ameaça à amazônia brasileira não é de outros países ou organismos internacionais, mas dos próprios brasileiros, de acordo com o geógrafo Ariovaldo Umbelino de Oliveira, especialista da Universidade de São Paulo em questões relativas à região. Para ele, que há quase trinta anos pesquisa geografia agrágia, estrutura fundiária, territória indígena e conflitos de terra na região, o maior risco hoje é dos grupos econômicos nacionais e não do chamado capital internacional. &#8220;Não há conjuntura geopolitica mundial para que se faça processo de tomada da amazonia do brasil no momento&#8221;, diz ele. &#8220;Há processo de inserção internacional do brasil na economia mundial que garante a nossa soberania&#8221;, afirma. O tema foi abordado em palestra organizada pelo instituto Oboré no Instituto de Estudos Avançados (IEA) no último fim de semana.</p>
<p>Não faltam dados para corroborar a afirmação do professor. Ele próprio afirma que maior parte da madeira proveniente de desmatamento ilegal na região - 56% do total produzido - é consumida internamente, principalmente pela região centro-sul, que possui o maior mercado de construção civil. O mesmo também ocorre com a produção de carne da região, de acordo com relatório divulgado em janeiro pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon). Estima-se que os frigoríficos que passaram pelo Serviço de Inspeção Federal destinaram 95% da produção para o mercado nacional e 5% para outros países. Além disso, empresas que atuam de forma ilegal na região são majoritamente brasileiras.</p>
<p>O desencontro entre os Ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrágrio e a sociedade civil no governo Lula é outro exemplo de como problemas internos ameaçam muito mais a sustentabilidade da amazônia do que uma possível ameaça estrangeira. A falta de planejamento conjunto para região leva a situações como a criação da medida provisória 458 - que permite a venda de terras publicas dando prioridade para aquele que está controloando área. &#8220;Ou seja, o patromonio publico será entregue aos grileiros&#8221;, diz o professor.</p>
<p>E mesmo em casos de exploração do nosso patrimônio por empresas estrangeiras, como no caso da extração de manganês  na Serra do Navio, Amapá, cujas as jazidas se esgotaram na década passada, o professor afirma que &#8220;a culpa é de parte das elites locais que aceitaram a lógica da exploração&#8221;.</p>
<p>O arqueólogo Eduardo Goes Neves, que trabalha na amazônia desde 1986 concorda com o professor Ariovaldo que a grande ameaça são os brasileiros, não os estrangeiros. &#8220;Hoje nós temos condições de trabalhar de igual pra igual com parceiros estrangeiros&#8221; disse ele, na mesma palestra no IEA. Nossa soberania não estaria ameaçada e, portanto, seria preciso muito mais buscar cooperação internacional para resolver os problemas do que temer um risco imaginário.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://reporterdofuturo.com.br/2009/05/maior-amaca-a-amazonia-sao-os-brasileiros-dizem-pesquisadores/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
